MEU PIÃO
TRIO NAGÔ
COMPOSITOR: ZÉ DO NORTE
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: YÁYÁ DA BAHIÁ
GRAVADORA: RCA VICTOR
GÊNERO: FORRÓ
ANO:2014

O trio foi criado na cidade de Fortaleza, CE em 1950 sendo integrado por Evaldo Gouvêia, compositor, cantor e violonista nascido em Iguatu, CE, em 8/8/1930; pelo cantor e violonista Mário Alves, nascido em 1914, e pelo vocalista e tocador de atabaque Epaminondas de Souza, os dois, naturais da cidade de Fortaleza, CE. Epaminondas de Souza faleceu de infarte no Rio de Janeiro, em 27/10/2004.
Inicialmente, utilizaram o nome artístico de Trio Iracema e iniciaram a carreira artística apresentando temas folclóricos nordestinos na Rádio Clube do Ceará. Em seguida fizeram apresentações nas Rádios Poti, de Natal, RN; Araripe, na cidade do Crato, no Ceará, Borborema, na cidade de Campina Grande e também, na Rádio Tamandaré, de Recife, PE. Em 1952, foram contratados para apresentar um programa semanal na Rádio Record, de São Paulo que permaneceu no ar por cinco anos. Ainda nesse ano, assinaram contrato com a gravadora Sinter e lançaram o rasqueado "Moça bonita", de Gilvan Chaves e Alcyr Pires Vermelho, e o maracatu "Paisagem sertaneja", de Hortêncio Aguiar. Em 1953, foram contratados pela Rádio Tupi do Rio de Janeiro e gravaram pela Sinter os sambas "Homem não chora por mulher", de Victor Simon e José Roy, e "Projeto 1000", de Assis Valente e Salvador Micelli, sendo que esse último, contou com a participação da cantora e compositora Dora Lopes.
Em 1954, foram convidados para os festejos do Quarto Centenário da cidade de São Paulo como representantes do Ceará, fazendo apresentações na Rádio Tupi. O trio permaneceu em São Paulo por um mês e em seguida seguiu para uma temporada na Rádio Farroupilha, em Porto Alegre, RS. Antes de retornar ao Ceará, o trio foi para o Rio de Janeiro, onde se apresentou no programa César de Alencar na Rádio Nacional e assinou contrato com a gravadora Continental. No mesmo ano, gravaram o rasqueado "Moça bonita", de Alcyr Pires Vermelho e Gilvan Chaves e a toada "Prece ao vento", de Alcyr Pires Vermelho, Fernando Luiz e Gilvan Chaves, primeiro grande sucesso do trio, contando com acompanhamento de Radamés Gnattali e seu conjunto. Dois meses depois, lançaram com acompanhamento de Radamés Gnattali e sua orquestra, o samba "Aquarela cearense", de Valdemar Ressurreição e a toada "Boiadeiro", de Klécius Caldas e Armando Cavalcânti. Em seguida, o trio retornou ao Ceará para acabar de cumprir o contrato com a Rádio Clube do Ceará. Ainda em 1954, receberam o Prêmio Roquete Pinto como "O Melhor Conjunto Vocal" do ano.
Em 1955. gravaram o corrido "Tropeiro do sul", de Graça Batista e Antônio Aguiar; o fox-canção "Iremos ao cinema?", de Armando Cavalcânti; o samba "Vive seu Mané chorando", de Luiz Assunção, e a guarânia "Morena do Paraguai", de Emílio Cavalcânti.
(...)Em 1957, lançaram disco com o baião "O gemedor", de Gilvan Chaves e o bolero "Duvido (Lo dudo)", de C. Navarro em versão de Lourival Faissal. No mesmo ano, gravaram os sambas "Laura", de João de Barro e Alcyr Pires Vermelho, e "Prece", de Marino Pinto e Vadico; a toada "Dô de cotovelo", de José Renato e Manezinho Araújo, e o samba-canção "Contra-senso", de Antonio Bruno. Em 1958, o trio lançou uma guarânia que se tornaria sucesso nacional e clássico do gênero romântico, "Cabecinha no ombro", de Paulo Borges. No lado B do disco estava o samba "Cartão postal", também de Paulo Borges. No mesmo ano, gravaram o samba-canção "Se alguém telefonar", de Jair Amorim e Alcyr Pires Vermelho; o bolero "Cachito", de Consuelo Velasquez; o samba "Três beijos", de Antônio Bruno, José Saccomani e Gaúcho, e o baião "Mambo do Ceará", de Catulo de Paula e Roberto Silveira.
Em 1959, o trio gravou duas composições do componente do trio Evaldo Gouveia, o samba-canção "A noite e a prece" e a "Guarânia do adeus", parcerias com Almeida Rego. Ainda nesse ano, lançaram o bolero "Ansiedade", de Roberto Faissal e Lourival Faissal e a balada "Quem é", de Osmar navarro e Oldemar Magalhães. Nesse ano, foi lançado o LP "Um passeio com o Trio Nagô".
Em 1960, gravaram a "Balada de amor", de Paulo Borges, e o samba "Pior pra você", de Evaldo Gouveia e Almeida Rego, além de dois boleros da dupla Jair Amorim e Evaldo Gouveia, "Beija-me depois" e "Cantiga de quem está só". Ainda nesse ano, gravaram para a Polydor os sambas-canção "Ave Maria dos namorados", de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, e "Divino pecado", de Rubens Marçal. Também nessa época, lançaram o LP "Ouvindo o Trio Nagô", pela RCA Victor. Em 1961, lançaram pela RCA Victor o bolero "Uma vez mais", de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, e o samba-canção "Sem dizer nada", de Alleardo Freitas. No ano seguinte, lançaram seu último disco, com a balada "Sempre assim", de Aloísio Carvalho e o rasqueado "Dolores", de Jair Amorim. Nesse mesmo ano, o trio se desfez a partir da saída de Mário Alves. Ainda houve uma tentativa de retorno com a entrada de Manuel Batista, porém, sem sucesso.
Na década de 1990, o selo Revivendo lançou o CD "Prece ao vento" com 21 músicas gravadas pelo trio: "Prece ao vento", de Alcyr Pires Vermelho; Fernando Luiz e Gilvan Chaves; "Quero-te assim", de Tito Madi; "acorrege a prenúncia", de Vicente Amar; "Meu pião", de Zé do Norte; "Prece", de Vadico e Marino Pinto; "Mocambo de páia", de Gilvan Chaves; "Tropeiro do sul", de Graça Batista e Antônio Aguiar; "Quem é", de Osmar Navarro e Oldemar Magalhães; "Guarânia do adeus", de Evaldo Gouveia e Almeida Rêgo; "O vaqueiro", de Luiz Vieira; "Pior pra você", de Evaldo Gouveia e Almeida Rêgo; "O gemedor", de Gilvan Chaves; "A noite e a prece", de Evaldo Gouveia e Almeida Rêgo; "Segunda-feira", de Jairo Argileo e Heron Domingues; "Dô de cotovelo", de Manézinho Araujo e José Renato; "Balada do amor", de Paulo Borges; "Yayá da Bahia", de Clodoaldo de Brito, o Codó e João Melo; "Três beijos", de Antônio Bruno, José Saccomani e Gaúcho; "Mambo do Ceará", de Catulo de Paula e Roberto Silveira; "Adeus de Xique-Xique", de Paulo Neves e "Cartão postal", de Paulo Borges.
O meu pião ele só roda com ponteira
A ponteirinha rasteirinha pelo chão
O meu pião ele só roda com ponteira
A ponteirinha rasteirinha pelo chão

OOOOOO! Meu pião!
Dance na mão, dance na mão, dance na mão,
Dance na mão, dance na mão, dance na mão,
Meu pião!
Meu pião dance na mão, dance na mão, dance na mão

O meu pião ele só roda com ponteira
A ponteirinha rasteirinha pelo chão
O meu pião ele só roda com ponteira
A ponteirinha rasteirinha pelo chão

OOOOOOOOO! Meu pião
Dance na mão, dance na mão, dance na mão,
Meu pião
Dance na mão, dance na mão, dance na mão,
Meu pião
Meu pião dance na mão, dance na mão, dance na mão

O meu pião é feito de goiabeira
Ele só roda com ponteira na palma da minha mão
Roda morena no meio deste sertão
Requebrando o corpo todo com o ronco deste pião

OOOOOOOO!!!
Dance na mão, dance na mão, dance na mão,
Meu pião
Dance na mão, dance na mão, dance na mão,
Meu pião
Meu pião dance na mão, dance na mão, dance na mão

Meu pião, meu pião, meu pião
Dance na mão, dance na mão, dance na mão
Meu pião dance na mão, dance na mão, dance na mão.

MEU SAPATO JÁ FUROU
CLARA NUNES
COMPOSITOR: ELTON MEDEIROS & MAURO DUARTE.
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: ALVORECER
GRAVADORA: EMI RECORDS
GÊNERO: SAMBA
ANO: 1974

Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, mais conhecida como Clara Nunes (Paraopeba, 12 de agosto de 1942Rio de Janeiro, 2 de abril de 1983), foi uma cantora e compositora brasileira, considerada uma das maiores e melhores intérpretes do país. Foi considerada pela revista Rolling Stone como a nona maior voz brasileira e, pela mesma revista, quinquagésima primeira maior artista brasileira de todos os tempos.
Pesquisadora da música popular brasileira, de seus ritmos e de seu folclore, também viajou para muitos países representando a cultura do Brasil. Conhecedora das músicas, danças e das tradições africanas, ela se converteu a umbanda e levou a cultura afro-brasileira para suas canções e vestimentas. Foi uma das cantoras que mais gravaram canções dos compositores da Portela, sua escola de samba do coração. Também foi a primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil cópias, derrubando um tabu segundo o qual mulheres não vendiam discos. A cantora vendeu ao todo quatro milhões e quatrocentos mil discos durante toda a sua carreira.
Mais jovem dos sete filhos (José, Maria, Ana Filomena, Vicentina, Branca, Joaquim) do casal Manuel Pereira de Araújo e Amélia Gonçalves Nunes, nasceu em uma família muito humilde do interior de Minas Gerais, no distrito de Cedro - à época pertencente ao município de Paraopeba e depois esse distrito virou cidade e foi emancipado com o nome de Caetanópolis, onde viveu até os 15 anos.
Marceneiro na fábrica de tecidos Cedro & Cachoeira, o pai de Clara era conhecido como Mané Serrador e também era violeiro e participante das festas de Folia de Reis. Mas Manuel faleceu vítima de atropelamento em 1944. A mãe entrou em depressão, e faleceu de em 1948. Aos seis anos, Clara, já órfã de pais, foi criada por sua irmã Maria, apelidada de Dindinha, e por seu irmão José, conhecido como Zé Chilau. Naquela época, Clara participava de aulas de catecismo na matriz da Cruzada Eucarística. Lá também cantava ladainhas em latim no coro da igreja.
Segundo as suas próprias palavras, cresceu ouvindo Carmem Costa, Ângela Maria e, principalmente, Elizeth Cardoso e Dalva de Oliveira, das quais sempre teve muita influência, mantendo, no entanto, estilo próprio. Em 1952, ainda menina, venceu seu primeiro concurso de canto organizado em sua cidade, interpretando "Recuerdos de Ypacaraí". Como prêmio, ganhou um vestido azul. Aos 14 anos, para ajudar no sustento do lar, Clara ingressou como tecelã na fábrica Cedro & Cachoeira, a mesma para a qual seu pai trabalhara.
Em 1957 teve que se mudar às pressas para Belo Horizonte. Foi morar com sua irmã Vicentina e seu irmão Joaquim, que viviam na casa de uma tia paterna, por causa do assassinato de seu primeiro namorado, cometido no mesmo ano por seu irmão, Zé Chilau, que queria defender a honra da irmã, que estava sendo difamada por este rapaz, pois não aceitou o término do relacionamento, e estava sendo alvo de comentários maldosos na sua pequena cidade natal. Após o crime seu irmão ficou muitos anos foragido, reaparecendo quando Clara já era famosa, e então ela pôde ajudá-lo a não ser condenado pela justiça. Na capital mineira, trabalhava como tecelã em uma fábrica de tecidos durante o dia inteiro, e à noite estudava o curso normal de formação de professoras. Aos finais de semana, participava dos ensaios do coral da igreja, no bairro Renascença, onde vivia com os irmãos, primos e tios. Acabou se afastando do catolicismo, e junto de sua amiga de infância Lalita, começou a frequentar centros espíritas de mesa branca, e converteu-se ao kardecismo, onde conseguiu algumas cartas psicografadas dos pais. Naquela época, conheceu o violonista Jadir Ambrósio, conhecido por ter composto o hino do Cruzeiro. Admirado com a voz da adolescente, Jadir levou Clara a vários programas de rádio, como "Degraus da Fama", no qual ela se apresentou com seu nome de batismo, Clara Francisca.
Em 1980, gravou o álbum "Brasil Mestiço", que fez sucesso nas emissoras de rádio de todo o país com "Morena de Angola"(composta por Chico Buarque), "Brasil Mestiço, Santuário da Fé"(de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro), "Peixe com Coco"(de Alberto Lonato, Josias e Maceió do Cavaco), "Última Morada"(de Noca da Portela e Natal) e "Viola de Penedo"(de Luiz Bandeira). Ainda naquele ano, a cantora participou dos LPs "Cabelo de Milho"(de Sivuca) e "Fala Meu Povo"(de Roberto Ribeiro), e viajou para Angola representando o Brasil ao lado de Elba Ramalho, Djavan, Dorival Caymmi e Chico Buarque, entre outros.
Gravou em 1981 o LP "Clara", com grande sucesso para a música "Portela na Avenida"(de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro), com a participação especial da Velha Guarda da Portela nesta faixa, e estreou o show "Clara Mestiça"(dirigido por Bibi Ferreira). Ainda naquele ano, a Odeon lançou uma coletânea intitulada "Sucesso de Ouro".
Em 1982, a Odeon lançaria "Nação", o último álbum de estúdio da cantora. O LP teve como destaques a faixa-título (de João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio), "Menino Velho"(de Romildo e Toninho), "Ijexá"(de Edil Pacheco), "Serrinha"(de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro) - uma homenagem dos compositores à escola de samba Império Serrano e ao Morro da Serrinha, reduto do jongo, situadas em Madureira, subúrbio carioca. Ainda naquele ano, apresentou-se na Alemanha ao lado de Sivuca e Elba Ramalho e participou do LP "Kasshoku", lançado no Japão pela gravadora Toshiba/EMI, gravando um especial para a emissora de TV NHK.
Meu sapato já furou
Minha roupa já rasgou
E eu não tenho onde morar
Meu dinheiro acabou
Eu não sei pra onde vou
Como é que eu vou ficar?

Eu não sei nem mais sorrir
Meu amor me abandonou
Sem motivo e sem razão
E pra melhorar minha situação
Eu fiz promessa pra São Luís Durão

Quem me vê assim deve até pensar
Que eu cheguei ao fim
Mas quando a minha vida melhorar
Eu vou zombar de quem sorriu de mim

Meu sapato já furou
Minha roupa já rasgou
E eu não tenho onde morar
Meu dinheiro acabou
Eu não sei pra onde vou
Como é que eu vou ficar?

Eu não sei nem mais sorrir
Meu amor me abandonou
Sem motivo e sem razão
E pra melhorar minha situação
Eu fiz promessa pra São Luís Durão.
IRACEMA
DEMÔNIOS DA GAROA
COMPOSITOR: ADONIRAN BARBOSA
PROJETO: ADONIRAN NO MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA 2008
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: DEMÔNIOS DA GAROA
GÊNERO:  SAMBA
GRAVDORA: UNIVERSAL MUSIC INTERNACIONAL LTDA.
ANO: 1961

Demônios da Garoa é uma banda brasileira de samba formada em São Paulo em 1943. Os membros extraíram influências de uma variedade de fontes culturais para construir suas próprias características. Sua história musical cresceu quando se encontraram com Adoniran Barbosa (um dos mais importantes compositores da MPB) em 1949, juntos eles foram vistos como uma personificação dos movimentos socioculturais da época. Os Demônios da Garoa construíram sua reputação cantando Samba por mais de 7 décadas. (77 anos no ano de 2020). Em 1994 eles se tornam o grupo mais antigo da América Latina, como um membro do livro Guinness World Records Brazil.
Hoje, o Demônios da Garoa é uma das principais bandas de Samba de São Paulo e também uma das bandas mais respeitadas do Brasil.
Surgiu em São Paulo, capital, na década de 1940 com o nome de "Grupo do Luar", atualmente, Demônios da Garoa, fundado por Arnaldo Rosa. Em 1943, cantando pela primeira vez no rádio, venceu um concurso de calouros, chamado A Hora da Bomba, da Rádio Bandeirantes. O prêmio principal era um contrato para duas apresentações semanais na rádio.
O grupo mudou de nome por iniciativa do locutor Vicente Leporace, entusiasta do grupo. Este promoveu um concurso entre os ouvintes para que fosse escolhido o nome do grupo. Dentre as sugestões, foi escolhido o nome "Demônios da Garoa" por um ouvinte da radio não identificado até hoje. Vale lembrar que Leporace ao anunciar o conjunto em seu programa costumava chamá-los de "endiabrados" do Grupo do Luar.
Em 1949, durante as gravações do filme O Cangaceiro, conheceram o compositor Adoniran Barbosa. Nasceu a parceria que rendeu os principais sucessos do grupo e seu reconhecimento nacional.
Seu bom humor tornou-se a marca registrada do grupo. Em 1965, com mudanças na formação original, gravou "Trem das Onze", canção emblemática (eleita em 2000, através de votação popular, a música-símbolo da cidade de São Paulo), conjuntamente com "Iracema", "Saudosa Maloca", "O Samba do Arnesto", "As Mariposas", "Tiro ao Álvaro", "Ói Nóis Aqui Trá Veiz", "Vila Esperança" e "Vai no Bexiga pra Ver".
O grupo vendeu mais de dez milhões de cópias distribuídos em 69 compactos simples, 6 compactos duplos, 34 LPs e 13 CDs ao longo de sua carreira. A atual formação compõe-se Sérgio Rosa (Filho de Arnaldo Rosa) Ricardinho (Neto de Arnaldo Rosa) Roberto Barbosa (Canhotinho), Izael e Dedé Paraizo e Noutros tempos, o grupo já contou com a participação de Ventura Ramirez, nome expressivo em São Paulo no estilo violão de 7 cordas com uma técnica peculiar que marcou a história e os arranjos dos Demônios da Garoa por cerca de 30 anos.
Os dois últimos membros originais do conjunto, Arnaldo Rosa e Toninho Gomes, faleceram respectivamente em 2000, vítima de cirrose hepática oriunda de um tratamento na coluna, e em 2005, vítima de complicações do diabetes e do mal de Alzheimer.
Em 1994, os Demônios da Garoa entraram para o Guinness Book - Livro dos Recordes Brasileiro, de onde não mais saíram, como o "Conjunto Vocal Mais Antigo do Brasil em Atividade", além de receberem o disco de ouro pelo álbum 50 Anos.
A banda, que sempre se apresentou somente com os seus integrantes, a partir da gravação de seu primeiro DVD intitulado Demônios da Garoa ao Vivo, lançado pela BAND Music, agora conta também com uma banda de apoio, formada por bateria, violão de 6 cordas e contrabaixo, percussão, cavaquinho e piano.
Iracema, eu nunca mais te vi
Iracema meu grande amor foi embora
Chorei, eu chorei de dor porque
Iracema meu grande amor foi você

Iracema, eu sempre dizia
Cuidado ao atravessar essas ruas
Eu falava, mas você não escutava não
Iracema você atravessou na contramão

E hoje ela vive lá no céu
Ela vive bem juntinho de nosso senhor.
De lembrança guardo somente suas meias e seu sapato
Iracema, eu perdi o seu retrato.
Iracema, faltava vinte dias para o nosso casamento, que nóis ia se casar
Você atravessou a rua São João, veio um carro, te pega, te pincha no chão
Você foi para assistência
O chofer não teve culpa Iracema
Paciência

E hoje ela vive lá no céu
Ela vive bem juntinho de nosso senhor
De lembrança guardo somente suas meias e seu sapato
Iracema, eu perdi o seu retrato.
P’RO DIA NASCER FELIZ
BARÃO VERMELHO
COMPOSITORES: CAZUZA & ROBERTO FREJAT
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: TIME DOESN’T STOP
GRAVADORA: PHILLIPS RECORDS
GÊNERO: ROCK
ANO: 1983

Cazuza – O Tempo não Para é um filme brasileiro de 2004, do gênero drama biográfico, dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho, e com roteiro baseado na vida do cantor e compositor Cazuza.
O roteiro foi escrito por Fernando Bonassi e Victor Navas, é baseado no livro Cazuza, Só As Mães São Felizes, escrito pela mãe do cantor, Lucinha Araújo, e pela jornalista Regina Echeverria.
Barão Vermelho é uma banda de rock brasileiro fundada em 1981, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Juntamente com Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e os Titãs é considerada uma das quatro bandas brasileiras mais influentes fundadas na década de 1980.
Em 2012, Frejat e Rodrigo Santos confirmaram através de entrevistas e nas redes sociais o segundo retorno da banda após 5 anos. A reunião foi uma comemoração pelos 30 anos de carreira do grupo e do lançamento do primeiro disco. Além das comemorações com uma turnê durante seis meses, ocorreu o relançamento do álbum Barão Vermelho, gravado em 1982, remixado e remasterizado, com faixas bônus, raridades e uma música inédita. O show contava com o baixista Dé Palmeira como convidado especial. Estavam previstos nessa época um novo show em parceria com a MTV Brasil, com transmissão ao vivo direto da Praia do Arpoador, no Rio de Janeiro e um documentário, contando a história do grupo, algo que não aconteceu. Após esses eventos, a banda entrou novamente em recesso, a partir de março de 2013, sem previsão de volta.
Três anos após a última reunião, no dia 19 de setembro de 2016, o percussionista Peninha faleceu vítima de uma hemorragia estomacal. O músico estava internado no Hospital da Lagoa, zona sul do Rio de Janeiro desde o início do mês com problemas digestivos.
Em 17 de janeiro de 2017 a banda anunciou retorno oficial aos palcos, porém, sem a participação de Roberto Frejat. Em seu lugar, entra o cantor e guitarrista Rodrigo Nogueira, também conhecido como Rodrigo Suricato, líder da banda Suricato, revelada no talent show Superstar, da Rede Globo, em 2014. Frejat também declarou que atualmente não têm interesses profissionais com o grupo e que pretendia se reunir com o Barão quando a banda completasse 40 anos de existência em 2021, mas isso não estava nos planos dos outros integrantes, que decidiram voltar aos palcos com o novo vocalista. A banda também lançou o documentário planejado em 2013, intitulado Porque a gente é assim, dirigido pela cineasta Mini Kerti. O longa metragem fecha o ciclo de Frejat no grupo. Em novembro de 2017, o baixista e ocasional vocalista Rodrigo Santos deixa a banda para se dedicar exclusivamente aos seus projetos pessoais.
Todo dia a insônia me convence que o céu
Faz tudo ficar infinito
E que a solidão é pretensão de quem fica
Escondido fazendo fita

Todo dia tem a hora da sessão coruja
Só entende quem namora
Agora, vão'bora

Estamos, meu bem, por um triz
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
Essa é a vida que eu quis
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir

Todo dia é dia e tudo em nome do amor
Ah! Essa é a vida que eu quis
Procurando vaga, uma hora aqui, outra ali
No vai e vem dos teus quadris

Nadando contra a corrente
Só pra exercitar
Todo o músculo que sente

Me dê de presente o teu bis
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir

Todo dia é dia e tudo em nome do amor
Ah! Essa é a vida que eu quis
Procurando vaga, uma hora aqui, outra ali
No vai e vem dos teus quadris

Nadando contra a corrente
Só pra exercitar
Todo o músculo que sente

Me dê de presente o teu bis
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
Ah! Essa é a vida que eu quis
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir.