CUANDO CALIENTA EL SOL

ALBERTO VÁSQUEZ
COMPOSITOR: RAFAEL GASTÓN PÉREZ
PAIS: MÉXICO
ÁLBUM: BALADAS BAILABLES
DISCOGRÁFICA: DISCOS MUSART
GÉNERO: BALADA
AÑO: 1964
 
             Alberto Vázquez Gurrola (Guaymas, Sonora; 20 de abril de 1940), más conocido como Alberto Vázquez, es un cantante y actor mexicano que formó parte de la generación de la época dorada del rock and roll en México. Es padre del también cantante Arturo Vázquez cuando tuvo una relación con la actriz Isela Vega.
            Se trasladó a vivir a la Ciudad de México a la edad de seis años. Realizó estudios de pintura en la Academia de San Carlos y en La Esmeralda. Desde muy joven participó en festivales escolares y fiestas familiares. A la edad de catorce años tuvo la oportunidad de cantar en público en el cine Alameda debido a que su padre era el gerente del sitio. Tres años más tarde comenzó su carrera en el cabaret Cadillac y poco después en el Afro. Durante esa época rechazó un contrato de siete años para presentarse em Las Vegas. En 1960, a la edad de veinte años, grabó su primer LP de baladas en Discos Musart y en 1962 comenzó su carrera fílmica participando en la película A ritmo de twist.
          Cuando calienta el sol es una canción popular en español originalmente compuesta como "Cuando calienta el sol en Masachapa". La música fue escrita por Rafael Gastón Pérez, compositor nicaragüense y líder de banda. SADAIC (Sociedad argentina de autores y compositores) le da créditos también al compositor argentino, Carlos Alberto Martinoli.
           La canción fue publicada en 1961 y hecha famosa por el grupo vocal cubano mexicano los Hermanos Rigual con la letra de Carlos Rigual y Mario Rigual de la banda. Fue un gran éxito en muchos charts europeos llegando a ser número uno en Italia, estando en la cima por cuatro semanas consecutivas.
           La canción ha sido interpretada por un gran número de cantantes con notables grabaciones de Javier Solis, Alberto Vázquez, Connie Francis, Antonio Prieto, Los Marcellos Ferial, Pablo Montero, Raffaella Carrà. La cantante húngara Ines Taddio versionó la canción en su álbum Club Együttes en 1963. El cantante mexicano Luis Miguel cubrió la canción en su álbum Soy como quiero ser en 1987 que fue producido por Juan Carlos Calderón. Fue lanzado como el tercer sencillo del álbum y alcanzó el número 50 Hot Latin Songs en los Estados Unidos. El videoclip para la versión de Luis Miguel fue dirigido Pedro Torres y filmado en Acapulco.
Amor, estoy solo aquí en la playa
Es el sol quien me acompaña
Y me quema, y me quema, y me quema
Cuando calienta el sol aquí en la playa
Solo me faltas tu cerca de mi
Con tu palpitar, con tu cara, con tu pelo
Te recuerdo, mi cariño, ¡oohh!
Cuando calienta el sol aquí en la playa
Solo me faltas tu cerca de mi
Con tu dulce voz, tus caricias, tus miradas
Yo te añoro, mi cariño, ¡oohh!
Cuando calienta el sol
Cuando calienta el sol aquí en la playa
Solo me faltas tu cerca de mi
Con tu dulce voz, tu mirada, tus caricias
Yo te añoro, mi cariño, ¡oohh!
Cuando calienta el sol.

LÁBIOS QUE BEIJEI

ORLANDO SILVA
COMPOSITORES: J. CASCATA & LEONEL AZEVEDO
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: lábios que beijei/78rpm
GRAVADORA: rca victor
GÊNERO: valsa
ANO: 1937
 
         Orlando Silva, nome artístico de Orlando Garcia da Silva (Rio de Janeiro, 3 de outubro de 1915 — Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1798) foi um cantor brasileiro da primeira metade do século XX.
           Orlando Silva nasceu na rua General Clarindo, no bairro do Engenho de Dentro. Seu pai, José Celestino da Silva, era violonista e limador da Estrada de Ferro Central do Brasil e morreu quando Orlando tinha três anos de idade, vítima da gripe espanhola que assolava o país na época.
          Teve de abandonar os estudos cedo, mal tendo aprendido a ler, escrever e realizar as quatro operações da aritmética, para ajudar sua mãe, Dona Balbina, que era lavadeira. Trabalhou como entregador de marmitas, sapateiro, estafeta da Western (com o salário de 3,50 cruzeiros por dia), vendedor de tecidos e roupas, trocador de ônibus, operário de fábrica de cerâmica e entregador de encomendas da Casa Reunier. Em todos esses empregos, aproveitava os intervalos para cantar para os colegas (principalmente canções de Francisco Alves e Carlos Galhardo, seus ídolos).
          Numa manhã de agosto de 1932, ao saltar para um bonde em movimento na Praça da República, escorregou e caiu nos trilhos, tendo seu pé atingido pelo veículo. No hospital, onde demorou a ser atendido, teve os dedos do pé amputados, porém os médicos deixaram seus cortes abertos com base na suposição de que a sangria evitaria uma infecção. Permaneceu quase seis internado, tomando morfina para suportar as dores - mais tarde, ele desenvolveria um vício pela droga, o que consumiria uma considerável parte dos seus ganhos como cantor.

Lábios que beijei
Mãos que eu afaguei
Numa noite de luar, assim
O mar na solidão bramia
E o vento a soluçar, pedia
Que fosses sincera para mim
 
Nada tu ouviste
E logo que partiste
Para os braços de outro amor
Eu fiquei chorando
Minha mágoa cantando
Sou estátua perenal da dor
 
Passo os dias soluçando com meu pinho
Carpindo a minha dor, sozinho
Sem esperanças de vê-la jamais
Deus tem compaixão deste infeliz
Porque sofrer assim
Compadecei-vos dos meus ais
Tua imagem permanece imaculada
Em minha retina cansada
De chorar por teu amor
Lábios que beijei
Mãos que eu afaguei
Volta, dá lenitivo à minha dor.

HOJE QUEM PAGA SOU EU

NELSON GONÇALVES
COMPOSITORES: DAVID NASSER & HERIVELTO MARTINS
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: O TANGO NA VOZ DE NELSON GONÇALVES
GRAVADORA: RCA VICTOR
GÊNERO: TANGO
ANO: 1961
 
         Nélson Gonçalves, nome artístico de Antônio Gonçalves Sobral (Sant'Ana do Livramento, 21 de junho de 1919 — Rio de Janeiro, 18 de abril de 1998), foi um cantor e compositor brasileiro. Segundo maior vendedor de discos da história do Brasil, com mais de 79 milhões de cópias vendidas até março de 1998, fica atrás apenas de Roberto Carlos, com mais de 120 milhões. Foi também o artista que mais tempo ficou em uma mesma gravadora: foram 59 anos com a RCA Victor/BMG Brasil. Seu maior sucesso foi a canção "A Volta do Boêmio".
             Nelson é filho de dois imigrantes portugueses: Manoel Gonçalvez Sobral (nascido em Trás-os-Montes e trazido ao Brasil em 1902, aos 12 anos) e Libânia de Jesus (nascida em Viseu e trazida ao Brasil em 1911, aos 17 anos). Ambos moravam inicialmente no Rio de Janeiro, onde se conheceram, casaram-se e tiveram o primeiro filho, Joaquim. Trabalhando no ramo dos tecidos, decidem migrar para o sul do Brasil em 1918, buscando melhores oportunidades, e se estabelecem em Sant'Ana do Livramento, no Rio Grande do Sul, onde Nelson nasceu em 25 de junho de 1919.
              Em 1926, mudou-se com seus pais para São Paulo, mais precisamente para uma casa comprada na Rua Almirante Barroso no bairro do Brás (outra fonte diz que era alugada).
        Matriculado no Liceu Eduardo Prado, que equilibrava disciplinas tradicionais com uma convivência com o mundo rural. Lá, Nelson sofreu bullying dos colegas e golpes de palmatória da professora por sua dificuldade em falar. Num desses castigos, sucumbiu à raiva e jogou um tinteiro na professora, provocando sua expulsão. 
         Nesta época, passou a ajudar seu pai no sustento do lar, acompanhando-o em praças e feiras onde, enquanto o pai tocava violino, Nelson cantava, agradando os transeuntes e ganhando gorjetas. Para sustentar a família, seu pai também vendia frutas na feira e fazia serviços de pedreiro.
           O pai, em dado momento, deixou o trabalho com tecidos para a esposa e foi tentar carreira musical, cantando fados em barbearias e bares. O dinheiro que ganhava, gastava em bebida com seus colegas. Nelson às vezes o acompanhava nos vocais e Manoel chegava até a se fingir de cego para sensibilizar os passantes.
       Para ajudar a sustentar o lar, Nelson trabalhou também como jornaleiro, mecânico, engraxate, polidor e tamanqueiro Querendo ganhar mais dinheiro e seguir uma profissão, inscreveu-se em concursos de luta e venceu, tornando-se lutador de boxe na categoria peso-médio, recebendo, aos dezesseis anos de idade, o título de campeão paulista de luta. Após o prêmio, só ficou mais um ano lutando, pois queria investir em seu sonho de infância: ser artista.
      A real motivação para aprender a boxear, contudo, foi uma vingança: numa certa noite, envolveu-se em uma briga com um guarda de rua que praticava box e acabou levando uma surra. Decidido a desafiá-lo para uma revanche, foi praticar a luta antes em uma academia no Brás. O tal segundo embate não aconteceu, pois o guarda abandonou os ringues enquanto Nelson ainda treinava. O cantor, contudo, continuou praticando por dois anos. 

Antigamente nos meus tempos de ventura
Quando eu voltava do trabalho para o lar
Deste bar alguém gritava com ironia:
"Entra mano, o fulano vai pagar"
Havia sempre alguém pagando um trago
Pelo simples direito de falar
Havia sempre uma tragédia entre dois copos
Nas gargalhadas de um infeliz a soluçar
Eu sabia que era um estranho desse meio
Um estrangeiro na fronteira desse bar
Mas bebia, outros pagavam e eu partia
Para o mundo abençoado do meu lar
 
Hoje, faço deste bar a sucursal
Do meu lar que atualmente não existe
Tenho minha história pra contar
Uma história que é igual, amarga e triste
Sou apenas uma sombra que mergulha
No oceano de bebida, o seu passado
Faço parte dessa estranha confraria
Do vermuth, do conhaque e do traçado
Mas se passa pela rua algum amigo
Em cuja porta a desgraça não bateu
Grito que entre neste bar beba comigo
Hoje quem paga sou eu!

NERVOS DE AÇO

JAMELÃO
COMPOSITOR: LUPICÍNIO RODRIGUES
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: A VOZ DO SAMBA – VOL. 2
GRAVADORA: WARNER
GÊNERO: SAMBA
ANO: 2005

 
         José Bispo Clementino dos Santos, mais conhecido como Jamelão (Rio de Janeiro, 12 de maio de 1913– Rio de Janeiro, 14 de junho de 2008), foi um cantor brasileiro, tradicional intérprete dos sambas-enredo  da Escola de Samba de Mangueira.
         Nasceu no bairro da Corcundinha e passou a maior parte da juventude no Engenho Novo, para onde se mudou com seus pais. Lá, começou a trabalhar, para ajudar no sustento da família - seu pai havia se separado de sua mãe. Levado por um amigo músico, conheceu a Estação Primeira de Mangueira e se apaixonou pela escola de samba.
           Ganhou o apelido de Jamelão na época em que se apresentava em gafieiras da capital fluminense. Começou ainda jovem, tocando tamborim na bateria da Mangueira e depois se tornou um dos principais intérpretes da escola.
        Passou para o cavaquinho e depois conseguiu trabalhos no rádio e em boates. Foi "corista" do cantor Francisco Alves e, numa noite, assumiu o lugar dele para cantar uma música de Herivelto Martins.
           A consagração veio como cantor de samba. Sua primeira gravadora foi a Odeon. Depois, trabalhou para a Companhia Brasileira de Discos, Philips e mais tarde para a Continental, onde gravou a maioria de seus álbuns, para a RGE e depois para a Som Livre. Entre seus sucessos, estão "Fechei a Porta" (Sebastião Motta/ Ferreira dos Santos), "Leviana" (Zé Kéti), "Folha Morta" (Ary Barroso), "Não Põe a Mão" (P.S. Mutt/ A. Canegal/ B. Moreira), "Matriz ou Filial" (Lúcio Cardim), "Exaltação à Mangueira" (Enéas Brites/ Aluisio da Costa), "Eu Agora Sou Feliz" (com Mestre Gato), "O Samba É Bom Assim" (Norival Reis/ Helio Nascimento) e "Quem Samba Fica" (com Tião Motorista).
        De 1949 até 2006, Jamelão foi intérprete de samba-enredo na Mangueira, sendo voz principal a partir de 1952, quando sucedeu Xangô da Mangueira. Em janeiro de 2001, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Cultural, entregue pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.
          Diabético e hipertenso, Jamelão teve problemas pulmonares e, desde 2006, sofreu dois derrames. Afastado da Mangueira, declarou em entrevista: "Não sei quando volto, mas não estou triste."
           Morreu às 4 horas do dia 14 de junho de 2008, aos 95 anos, na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em sua cidade natal, por falência de múltiplos órgãos. O corpo foi sepultado no Cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro.

Você sabe o que é ter um amor, meu senhor?
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Nos braços de um tipo qualquer?
 
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nem um pedaço do meu pode ser?
 
Há pessoas de nervos de aço
Sem sangue nas veias e sem coração
Mas não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação
 
Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, é despeito, amizade ou horror
Eu só sinto é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor
 
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor?
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Nos braços de um tipo qualquer?
 
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nem um pedaço do meu pode ser?