DO LADO DIREITO DA RUA DIREITA

OS ORIGINAIS DO SAMBA
COMPOSITOR: CHIQUINHO
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: É DE LEI
GRAVADORA: RCA VICTOR
GÊNERO: SAMBA
ANO: 1970
 
       Os Originais do Samba é um grupo brasileiro de samba formado na década de 1960 no Rio de Janeiro por ritmistas de escolas de samba
          O grupo foi criado com o nome "Os Sete Modernos do Samba", no ano 1960. A partir de 1961 passaram a chamar "Os Originais do Samba", e a se apresentar em praias e baladas, incluindo a balada do Copacabana Palace.
          Fixaram-se em Recife depois de excursionar pela América, e em 1968 acompanharam Elis Regina na música vencedora da I Bienal do Samba, Lapinha, de Baden Powell e P.C. Pinheiro. No ano seguinte gravaram a música "Cadê Tereza", de Jorge Ben, que fez grande sucesso. Participaram de festivais e ganharam discos de ouro pelas vendas de suas gravações, principalmente na década de 1970, combinando o canto uníssono, a roupa padronizada e boa dose de humor.
           Um dos integrantes do grupo, Mussum, integrou o humorístico Os Trapalhões ao lado de Renato Aragão, Mauro Gonçalves e Dedé Santana, logo em seguida, pediu dispensa dos Originais do Samba para se dedicar ao humor.
       Completaram a formação com Coimbra (Reco-reco), Zinho (Cuíca) e Claudio (Surdo). Em 1980, gravaram um compacto simples ("Mulher, Mulher", de Jorge Ben), em 1981 um LP intitulado "Eu me Rendo"(Fábio Junior) e em 1983 o LP "Canta Meu Povo, Canta".
          Tocaram com grandes nomes da música popular brasileira como Alex Luiz, Armando Geraldo, Jair Rodrigues, Vinicius de Moraes e, também, da música mundial, como Earl Grant.
          Excursionaram pela Europa e Estados Unidos e foram o primeiro conjunto de samba a se apresentar no Olympia de Paris.

(2x)
Do lado Direito da rua Direita
Olhando as vitrines coloridas eu a vi
mas quando quis me aproximar de ti não tive tempo
num movimento imenso na rua eu lhe perdi
 
Cada menina que passava
para o seu rosto eu olhava
e me enganava pensando que fosse você
e na rua direita eu voltarei pra lhe ver
 
(2x)
Do lado Direito da rua Direita
Olhando as vitrines coloridas eu a vi
mas quando quis me aproximar de ti não tive tempo
num movimento imenso na rua eu lhe perdi
 
Cada menina que passava
para o seu rosto eu olhava
e me enganava pensando que fosse você
e na rua direita eu voltarei pra lhe ver
 
laialaialaialaialaialaiala
laialaialaialaialaialaiala
 
Cada menina que passava
para o seu rosto eu olhava
e me enganava pensando que fosse você
e na rua direita eu voltarei pra lhe ver
 
laialaialaialaialaialaiala
laialaialaialaialaialaiala.

MARIA NÃO VOLTA MAIS

QINTETO BRANCO & PRETO
COMPOSITORES: CHAPINHA DA VELA & NINO MIAU
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: QUINTETO
GRAVADORA: RADAR RECORD
GÊNERO: SAMBA
ANO: 2012
 
           Formado em 1997 em São Paulo - SP, o Quinteto em Branco e Preto se impôs nestes 15 anos como uma espécie de guardião das tradições do samba, representando para Sampa o que o Fundo de Quintal significa para o Rio de Janeiro - RJ. Contudo, o grupo paulista esbanja vigor em seu quarto CD intitulado de Quinteto. Este álbum é um dos melhores discos de samba dos últimos tempos. São 15 faixas no disco, com participações especiais de Edi Rock e Dona Ivone Lara. O trabalho se agiganta porque entende que a miscigenação é traço básico da cultura musical brasileira e, sem xenofobia, abre espaço para o contundente discurso feito por Edi Rock, do grupo de rap Racionais Mc´s. O CD, finca em solo fértil a bandeira do samba enraizado em suas tradições. Bandeira carregada pelo Quinteto em Branco e Preto neste álbum excepcional que celebra as raízes sem fechar os ouvidos para o som vindo de outros quintais.
        Grupo de samba formado em 1996 por jovens músicos da periferia de São Paulo (São Mateus e Santo Amaro) e integrado por Magnu Sousá(voz e pandeiro), Maurílio de Oliveira (cavaquinho), Everson Pessoa (violão de seis), Yvison Bezerra (Tantã) e Vitor Pessoa (surdo). Magnu Sousá e Maurílio de Oliveira são irmãos e moram em Santo Amaro (negros), Zona Sul de São Paulo; Everson Pessoa, Vitor Pessoa e Yvison Bezerra (brancos) são irmãos e residem na Zona Leste da cidade, por essa junção é que nasceu o nome do grupo. Considerado por artistas como Monarco, Wilson das Neves, Almir Guinéto, Nelson Sargento, Luiz Carlos da Vila, Nei Lopes, entre outros, como um dos principais continuadores da tradição do samba, o grupo acompanhou boa parte dos sambistas cariocas e paulistas, sendo muito requisitado em São Paulo. Ao ver o grupo em atividade, a cantora Beth Carvalho logo se prontificou a ser a madrinha, incluindo-o em várias de suas apresentações em São Paulo e em turnê pela África do Sul.
         Em 2000 o grupo apresentou-se no projeto "Prata da Casa", na Choperia do Sesc Pompéia. Lançou, pela gravadora CPC-UMES, o CD "Riqueza do Brasil". No disco, há várias participações especiais: Almir Guinéto, Wilson das Neves, Mauro Diniz, Velha-Guarda da Camisa Verde e Branca e Beth Carvalho, na faixa "Sempre acesa", de autoria de Luiz Carlos da Vila. O disco trouxe, além de composições dos integrantes, as músicas "Nova psicologia" e "Você e a fonte", ambas de Magnu Sousá; "Fetiche real" (Magnu Sousá, Maurílio de Oliveira, Everson Manoel e Edvaldo Galdino), "Amor malfazejo" (Wilson Moreira e Nei Lopes), "Nem pensar em te perder" (Monarco e Mauro Diniz), "Quero lhe ver em meus braços" (Wilson Moreira e Nelson Cavaquinho), "O tempo em que eu era criança" (Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro), "O nosso canto" (Elton Medeiros e Délcio Carvalho), e ainda dois pot-pourris: o primeiro com composições de Ataulfo Alves, Wilson Batista, Bide, Marçal, Geraldo Pereira, Noel Rosa, Paulo da Portela e Heitor dos Prazeres, e o outro só com composições de integrantes da Velha-Guarda da Camisa Verde e Branca, tradicional escola de samba de São Paulo. Neste mesmo ano, o grupo participou do CD "Pagode de mesa 2", de Beth Carvalho, pela Indie Records. No CD, ao vivo, em dueto com a madrinha, interpretou "Melhor pra nós dois", de autoria de Magnu Sousá, Maurílio e Paquera. Ainda neste disco, Beth Carvalho incluiu "A comunidade chora" (Magnu Sousá, Maurílio e Edvaldo). Ainda em 2000 (em setembro) o grupo voltou à Choperia do Sesc Pompéia (Projeto Prata da Casa), desta vez, recebendo como convidada especial Eliane Faria.
            Em 2001 o Quinteto em Branco e Preto participou do disco "Nome Sagrado - Beth Carvalho Canta Nelson Cavaquinho", lançado pela gravadora Jam Music.
          No ano de 2003, o grupo acompanhou a cantora Beth Carvalho na gravação do disco "Pagode de mesa 2 - ao vivo", gravado em show em São Paulo e lançado pela gravadora Indie Records. Lançou o segundo disco de carreira: "Sentimento popular", no qual foram incluídas as participações especiais de Beth Carvalho, Xangô da Mangueira, Murilão da boca do Mato e ainda de Nei Lopes na faixa "Sincopado Pereira" (Everson Pessoa e Nei Lopes). Neste mesmo ano o grupo venceu o "1º Festival de Samba de Quadra de São Paulo" com a composição "Não é só garoa" (Maurílio de Oliveira e Chapinha), faixa do CD "Sentimento popular".(...)
Por que mandou Maria embora?
E agora corre atrás
Por que mandou Maria embora?
Maria não volta mais
 
Maria era linha de frente
Pegava o batente sem reclamar
Maria muito inteligente
Menina carente, veio do Ceará
Maria nasceu lá na roça
Andava em carroça
E carro de boi
Agora você é quem chora
Mandou-a embora
E Maria se foi
 
Por que mandou Maria embora?
E agora corre atrás
Por que mandou Maria embora?
Maria não volta mais
 
Maria saiu porta fora
Mala e cuia, se mandou
Pé na estrada amargurada
Sua mágoa sua dor
Pra sua felicidade
Maria se arrumou
E agora cheia de chamego
Já tem outro nêgo e você dançou
 
Por que mandou Maria embora?
E agora corre atrás
Por que mandou Maria embora?
Maria não volta mais
 
A dor da saudade mata vagabundo chega chora
Maria não volta mais
Porque mandou Maria embora
Ela não está sabendo
Que ele bebeu água Rás
 
Por que mandou Maria embora?
Maria não volta mais
 
O remorso te condena
A saudade te apavora
 
Maria não volta mais
Porque mandou Maria embora
 
Ela vai ficar comigo
Porque sou um bom rapaz
 
Por que mandou Maria embora?
Maria não volta mais
 
Vá pra casa da Judite
Deixa essa Maria em paz
Por que mandou Maria embora?
Maria não volta mais. 

1.800 COLINAS

BETH CARVALHO
COMPOSITOR: GRACIA DO SALGUEIRO
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: 2 EM 1: PRA SEU GOVERNO & CANTO POR UM DIA
GRAVADORA: EMI MUSIC
GÊNERO: SAMBA
ANO: 2003
 
          Elizabeth Santos Leal de Carvalho OMC, mais conhecida como Beth Carvalho (Rio de Janeiro, 5 de maio de 1946Rio de Janeiro, 30 de abril de 2019), foi uma cantora, compositora e instrumentista brasileira. Desde que começou a fazer sucesso, na década de 1970, Beth se tornou uma das maiores intérpretes do samba, ajudando a revelar nomes como Luiz Carlos da Vila, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, grupo Fundo de Quintal, Arlindo Cruz e Quinteto em Branco e Preto.

 Vamo lá, Zélia
Vambora
 
Subi mais de 1800 colinas
Não vi, ai, eu não vi nem a sombra
De quem eu desejo encontrar
Ó Deus eu preciso encontrar meu amor
Pra matar a saudade que quer me matar
Ó Deus
Ó Deus, eu preciso encontrar meu amor
Pra matar a saudade que quer me matar
Por isso eu subi
 
Subi e depois desci mais de 1800 colinas
Não vi, ai, eu não vi nem a sombra
De quem eu desejo encontrar
Ó Deus eu preciso encontrar meu amor
Pra matar a saudade que quer me matar
Ó Deus, diz
Ó Deus, eu preciso encontrar meu amor
Pra matar a saudade que quer me matar
Diz
 
Eu queria dar sossego ao meu coração
Mas fui infeliz no amor
Fui gostar de quem não gosta de ninguém
E hoje só me resta a dor
Por isso eu subi
 
Subi e depois desci mais de 1800 colinas
Não, ai, eu não vi nem a sombra
De quem eu desejo encontrar
Ó Deus eu preciso encontrar meu amor
Pra matar a saudade que quer me matar
Ó Deus
Ó Deus eu preciso encontrar meu amor
Pra matar a saudade que quer me matar
Fala, Beth
 
Eu que queria dar sossego ao meu coração
Mas fui infeliz no amor
Fui gostar de quem não gosta de ninguém
E hoje só me resta a dor
Por isso eu subi
 
Subi... e depois, gente (Desci)
Simbora, mais de 1800 colinas, beleza
Não vi, (Ai, eu não vi) nem a sombra
De quem eu desejo encontrar
Vai devagar
Ó Deus eu preciso encontrar meu amor
Pra matar a saudade que quer me matar
Ó Deus
Ó Deus eu preciso encontrar meu amor
Pra matar a saudade que quer me matar
 
Eu que queria dar sossego ao meu coração
Mas fui infeliz no amor
Eu fui gostar de quem não gosta de ninguém
E hoje só me resta a dor
E hoje só me resta a dor
E hoje só me resta a dor
 
Valeu, Zelia
Grande Beth

CAVIAR

ZECA PAGODINHO
COMPOSITORES: CARLOS ROBERTO FERREIRA CESAR; MARCOS ANTONIO DINIZ & LUIZ ALBERTO CHAVÃO DE OLIVEIRA
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: DEIXA A VIDA ME LEVAR
GRAVADORA: UNIVERSAL MUSIC GROUP
GÊNERO: PAGODE
ANO: 2002
 
              Zeca Pagodinho, nome artístico de Jessé Gomes da Silva Filho, (Rio de Janeiro, 4 de fevereiro de 1959) é um cantor e compositor brasileiro.
          Gravou mais de 20 discos e é considerado um grande nome do gênero samba. O artista, que começou sua carreira nas rodas de samba dos bairros de Irajá e Del Castilho, subúrbio do Rio de Janeiro, tornou-se tão imensamente popular que seus shows chegam a ser contratados por cachês generosos, sendo realizados nas mais badaladas casas de espetáculo do país. Sempre fiel a suas características de irreverência e jocosidade, Zeca recebe também reconhecimento da crítica e de artistas e compositores consagrados. Nei Lopes afirma que o sambista "é uma das poucas unanimidades nacionais, elevado ao patamar do mega-estrelato pop pelas gravadoras".

Você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar
Você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar
 
Caviar é comida de rico
Curioso fico
Só sei que se come
Na mesa de poucos
Fartura adoidado
Mas se olhar pro lado
Depara com a fome
 
Sou mais ovo frito
Farofa e torresmo
Pois na minha casa
É o que mais se consome
Por isso se alguém
Vier me perguntar
O que é caviar
Só conheço de nome
 
Você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar
Mas você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar
 
Geralmente
Quem come esse prato
Tem bala na agulha
Não é qualquer um
Quem sou eu
Prá tirar essa chinfra
Se vivo na vala
Pescando muçum
 
Mesmo assim
Não reclamo da vida
Apesar de sofrida
Consigo levar
Um dia eu acerto
Numa loteria
E dessa iguaria
Até posso provar
Você sabe
 
Você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar
É! Mas você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar
 
Caviar é comida de rico
Curioso fico
Só sei que se come
Na mesa de poucos
Fartura adoidado
Mas se olhar pro lado
Depara com a fome
 
Sou mais ovo frito
Farofa e torresmo
Pois na minha casa
É o que mais se consome
Por isso se alguém
Vier me perguntar
O que é caviar
Só conheço de nome
 
Você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar
Mas você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar
 
Geralmente
Quem come esse prato
Tem bala na agulha
Não é qualquer um
Quem sou eu
Prá tirar essa chinfra
Se vivo na vala
Pescando muçum
 
Mesmo assim
Não reclamo da vida
Apesar de sofrida
Consigo levar
Um dia eu acerto
Numa loteria
E dessa iguaria
Até posso provar
Você sabe
 
Você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar
É! Mas você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar
 
Você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar
Mas você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar
 
Mas você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar
Mas você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar
 
Você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar
Mas você sabe o que é caviar
Nunca vi, nem comi
Eu só ouço falar...