VIOLA DE PENEDO

CLARA NUNES
COMPOSITOR: LUÍS BANDEIRA
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: COM VIDA
GRAVADORA: EMI MUSIC
GÊNERO: SAMBA
ANO: 1995
 
          Clara Nunes, nome artístico de Clara Francisca Gonçalves Pinheiro (Paraopeba, 12 de agosto de 1942Rio de Janeiro, 2 de abril de 1983), foi uma cantora e compositora brasileira, considerada uma das maiores e melhores intérpretes do país.
      Pesquisadora da música popular brasileira, de seus ritmos e de seu folclore, também viajou para muitos países representando a cultura do Brasil. Conhecedora das músicas, danças e das tradições africanas, ela se identificou com a umbanda e levou a cultura afro-brasileira para suas canções e vestimentas. Foi uma das cantoras que mais gravaram canções dos compositores da Portela, sua escola de samba de preferência. Também foi a primeira cantora brasileira a vender mais de cem mil discos, derrubando um tabu segundo o qual mulheres não vendiam discos. Durante toda a sua carreira, vendeu quatro milhões e quatrocentos mil discos.
       Foi considerada pela revista Rolling Stone como a nona maior voz brasileira e, pela mesma revista, quinquagésima primeira maior artista brasileira de todos os tempos.
Lingo, lingo, lingo, lingo
A viola de penedo toca ponteado
Bongo, bongo, bongo, bongo
É zabumba a noite toda no coco rodado
 
Lingo, lingo, lingo, lingo
A viola de penedo toca ponteado
Bongo, bongo, bongo, bongo
É zabumba a noite toda no coco rodado
 
Zeca Tumé de Porto Calvo (roda, ê, roda)
Num coco em Jaboatão (roda, ê, roda)
Fez todo mundo dar risada, na primeira umbigada
Que levou, sentou no chão
 
Lingo, lingo, lingo, lingo
A viola de penedo toca ponteado
Bongo, bongo, bongo, bongo
É zabumba a noite toda no coco rodado
 
Lingo, lingo, lingo, lingo
A viola de penedo toca ponteado
Bongo, bongo, bongo, bongo
É zabumba a noite toda no coco rodado
 
Coco que tem mulher bonita (roda, ê, roda)
A noite passa e ninguém sente (roda, ê, roda)
Entrou na roda, fica preso, tudo que é home' aceso
Dando umbigada na gente
 
Lingo, lingo, lingo, lingo
A viola de penedo toca ponteado
Bongo, bongo, bongo, bongo
É zabumba a noite toda no coco rodado
 
Lingo, lingo, lingo, lingo
A viola de penedo toca ponteado
Bongo, bongo, bongo, bongo
É zabumba a noite toda no coco rodado
 
A fazer coisa que eu não gosto (roda, ê, roda)
Prefiro ir preso e passar fome (roda, ê, roda)
Morro dizendo que não quero, não aceito e não tolero
Dança de home' com home'
 
Lingo, lingo, lingo, lingo
A viola de penedo toca ponteado
Bongo, bongo, bongo, bongo
É zabumba a noite toda no coco rodado
 
Lingo, lingo, lingo, lingo
A viola de penedo toca ponteado
Bongo, bongo, bongo, bongo
É zabumba a noite toda no coco rodado
 
Cabra enxerido eu dou cachaça (roda, ê, roda)
E finjo que bebo com ele (roda, ê, roda)
Se ele fica bebo e dorme, não tem talvez nem conforme
Vou rodar com a mulé dele
 
Lingo, lingo, lingo, lingo
A viola de penedo toca ponteado
Bongo, bongo, bongo, bongo
É zabumba a noite toda no coco rodado
 
Lingo, lingo, lingo, lingo
A viola de penedo toca ponteado
Bongo, bongo, bongo, bongo
É zabumba a noite toda no coco rodado.

MULHER BRASILEIRA

BENITO DI PAULA
COMPOSITOR: BENITO DI PAULA
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: GRAVADO AO VIVO(SP/1974)
GRAVADORA: EMI RECORDS BRASIL
GÊNERO: SAMBA
ANO: 1974
 
         Uday Vellozo MT (Nova Friburgo, 28 de novembro de 1941), mais conhecido por seu nome artístico Benito di Paula, é um cantor, compositor, pianista e escritor brasileiro. É conhecido pelo seu samba característico que começou ainda quando era jovem e cantava em hotéis e boates no Rio de Janeiro, onde não tocava um gênero em específico, quando foi convidado por um amigo a tocar em Santos, onde veio a levar a sua carreira para o Estado de São Paulo.
          Tendo sido em São Paulo onde fixou sua moradia, família e carreira, se tornou o grande símbolo do Samba Paulista e entre os anos 70 e 80, fez grande fama, chegando até os dias de hoje, a ter vendido 50 milhões de discos, sendo o 5º maior vendedor de discos do Brasil. Além do Brasil, vendeu discos em outros países, onde foram gravados em outros idiomas como espanhol, francês, italiano, finlandês, alemão e outros, sendo um total de 4 milhões na Europa. Possui mais de 35 discos gravados, tendo parte importante de sua obra relançada em CD devido ao seu tão grande êxito.
La laia laia la laia (BIS)
Vem mulher, pra ser a namorada
No meu samba e no compasso
Vem sambar
Vou agradecendo em cada verso
Seu sorriso e seu gingado
Vem sambar
Vem com toda a sua calma
Aumentando a ilusão
 
Eu esqueço a tristeza
Me perco nessa beleza (BIS)
Que é você mulher
 
Você mulher de corpo e alma
Estremece a minha calma
 
La laia laia la laia (BIS)
Vem mulher, pra ser a namorada
No meu samba e no compasso
Vem sambar
Vou agradecendo em cada verso
Seu sorriso e seu gingado
Vem sambar
Vem com toda a sua calma
Aumentando a ilusão
 
Eu esqueço a tristeza
Me perco nessa beleza (BIS)
Que e você mulher
 
Você mulher de corpo e alma
Estremece a minha calma.

VEM CHEGANDO A MADRUGADA

JAIR RODRIGUES
COMPOSITORES: FRANCISCO SCARAMBONE; NOEL ROSA; ZUZUCA DO SALGUEIRO & ADIL DE PAULA
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: COLEÇÃO OBRAS-PRIMAS
GRAVADORA: POLYGRAM RECORDS
GÊNERO: SAMBA
ANO: 1996
 
       Jair Rodrigues de Oliveira (Igarapava, 6 de fevereiro de 1939Cotia, 8 de maio de 2014) foi um cantor brasileiro. É considerado por muitos, o primeiro rapper brasileiro. Ele conseguiu o status de precursor do gênero por ter lançado, ainda nos anos 1960, "Deixa isso pra lá". Com versos mais declamados (ou falados) do que cantados, a música se tornou um de seus principais sucessos. A faixa ganhou popularidade também graças à sua coreografia com as mãos.
Vem chegando a madrugado, ô,
O sereno vem caindo,
Cai, cai, sereno devagar,
Meu amor está dormindo.
 
Deixa dormir em paz,
Que uma noite não é nada,
Não acorde meu amor,
Sereno, da madrugada!....

RETALHOS DE CETIM

CASUARINA
COMPOSITOR: BENITO DE PAULA
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: SAMBA SOCIAL CLUB VOL. 2
GRAVADORA: UNIVERSAL MUSIC
GÊNERO: SAMBA
ANO: 2008
 
        Casuarina é um grupo musical de samba originado na cidade do Rio de Janeiro no ano de 2001.
          Lá pelos idos de 2001, alguns meninos de cerca de 20 anos se reuniram no bairro do Humaitá, no Rio de Janeiro, para tocar junto. A rua Casuarina, onde ficava a casa em que eles ensaiavam, acabou dando nome ao grupo que, mais tarde, levaria o samba a várias partes do planeta – com direito a apresentação na conferência TED Global 2014.
          Formado por Daniel Montes (violão de 7 cordas), Gabriel Azevedo (pandeiro e voz), João Cavalcanti (tantan e voz), filho do cantor e compositor Lenine, João Fernando (bandolim e vocais) e Rafael Freire (cavaquinho e vocais), o Casuarina começou a ocupar a então deserta Lapa para mostrar, em bares de pequeno porte, a música que faziam.
       A dimensão do trabalho foi aumentando e os meninos lotarem a Fundição Progresso (RJ), casa com capacidade para cerca de cinco mil pessoas. Da Lapa foram para Angola, Bélgica, Canadá, Cuba, Eslovênia, Espanha, EUA, França, Holanda, Inglaterra, Israel, Portugal e Suécia, fora várias cidades brasileiras. Na última turnê americana, em 2014, tocaram em Nova Iorque para um Lincoln Center lotado e, em 2016, excursionaram por dois meses pelos Estados Unidos, no globalFest.
          A estreia em disco foi em 2005, com o lançamento de Casuarina pela gravadora Biscoito Fino. O quinteto ganhou destaque na imprensa e abocanhou o Prêmio Rival na categoria Melhor Grupo. O trabalho também rendeu a primeira indicação ao Prêmio da Música Brasileira (então Prêmio TIM).

Ensaiei meu samba o ano inteiro
Comprei surdo e tamborim
Gastei tudo em fantasia
Era tudo o que eu queria
E ela jurou desfilar pra mim
 
Minha escola estava tão bonita
Era tudo o que eu queria ver
Em retalhos de cetim
Eu dormi o ano inteiro
E ela jurou desfilar pra mim
 
(Refrão)
Mas chegou o Carnaval
E ela não desfilou
E eu chorei, na avenida eu chorei
Não pensei que mentia
E cabrocha que eu tanto amei
 
Minha escola estava tão bonita
Era tudo o que eu queria ver
Em retalhos de cetim
Eu dormi o ano inteiro
E ela jurou desfilar pra mim
 
(Refrão)
Mas chegou o Carnaval
E ela não desfilou
E eu chorei, na avenida eu chorei
Não pensei que mentia
E cabrocha que eu tanto amei
 
(Repete Refrão).