MUSTANG COR DE SANGUE

WILSON SIMONAL
COMPOSITORES: MARCOS VALLE & PAULO SÉRGIO VALLE
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: ALEGRIA ALEGRIA – VOL. 3 OU CADA UM TEM O DISCO QUE MERECE
GRAVADORA: EMI MUSIC BRASIL LTDA
GÊNERO: BOSSA NOVA
ANO: 1969
 
          Wilson Simonal de Castro (Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 1938 — São Paulo, 25 de junho de 2000) foi um cantor e   compositor brasileiro de muito sucesso nas décadas de1960 e 1970, chegando a comandar um programa na tv tupi, Spotlight, e dois programas na TV RECORD, Show em Si... Monal e Vamos S'imbora, e a assinar o que foi considerado na época o maior contrato de publicidade de um artista brasileiro, com a empresa anglo-holandesa SHELL.
      Cantor detentor de esmerada técnica e qualidade vocal, Simonal viu sua carreira entrar em declínio após o episódio no qual teve seu nome associado ao DOPS, envolvendo a tortura de seu contador Raphael Viviani. O cantor acabaria sendo processado e condenado por extorsão mediante sequestro, sendo que, no curso deste processo, redigiu um documento dizendo-se delator, o que acabou levando-o ao ostracismo e a condição de pária da música popular brasileira.
           Seus principais sucessos são "Balanço Zona Sul", "Lobo Bobo", "Mamãe Passou Açúcar em Mim", "Nem Vem Que não Tem", "Tributo a Martin Luther King", "Sá Marina" (que chegou a ser regravada por Sérgio Mendes e Stevie Wonder, como "Pretty World"), "País Tropical", de Jorge Ben, que seria seu maior êxito comercial, e "A Vida É Só pra Cantar". Simonal teve uma filha, Patrícia, e dois filhos, também músicos, Wilson Simoninha e Max de Castro.
       Em 2012, Wilson Simonal foi eleito o quarto melhor cantor brasileiro de todos os tempos pela revista Rolling Stone Brasil.

A questão social
Industrial
Não permite e não quer
Que eu ande a pé
Na vitrine um Mustang
Cor de sangue...
 
Tenho um novo ideal
Sexual
Abandono a mulher
Virgem no altar
Amo em ferro e sangue
Um Mustang
Cor de sangue...
 
No farol vejo o seu olhar
Minha mão toca a direção
No painel eu vejo
O seu amor
E o meu corpo
Invade o interior...
 
Huuuuuuuuuum!
A questão social
Industrial
Não permite que eu
Seja fiel
Na vitrine um Corcel
Cor de mel
Meu Corcel!
Cor de mel
Meu Corcel!
 
Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lalalalalá!
 
No farol vejo o seu olhar
Minha mão toca a direção
No painel eu vejo
O seu amor
E o meu corpo
Invade o interior...
 
Huuuuuuuuuuum!
A questão social
Industrial
Não permite que eu
Seja fiel
Na vitrine um Corcel
Cor de mel
Meu Corcel!
Cor de mel
Meu Corcel!
Cor de mel
Meu Corcel!

CORCOVADO

TOM JOBIM
COMPOSITOR: TOM JOBIM
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: CORCOVADO
GRAVADORA: ODEON RECORDS
GÊNERO: BOSSA NOVA
ANO: 1960
 
        "Corcovado" (conhecida em inglês como "Quiet Nights of Quiet Stars") é uma canção da Bossa Nova escrita por Antônio Carlos Jobim, em 1960. Uma lírica em inglês foi mais tarde escrita por Gene Lees. O título em português refere-se ao morro do Corcovado, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Andy Williams gravou a canção com a letra em inglês, alcançando a 92ª posição na Bilboard Hot 100 e a 18ª colocação no Hot Adult Contemporary Tracks  em 1965. Em 2000 foi tema de abertura da novela da Rede Globo, Laços de Famìlia, entre 2000/2001.

Um cantinho e um violão
Este amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama
 
Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
 
Da janela vê-se o Corcovado
O Redentor que lindo
 
Quero a vida sempre assim com você perto de mim
Até o apagar da velha chama
 
E eu que era triste
Descrente deste mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade meu amor
O que é felicidade, o que é felicidade.

TENDÊNCIAS

EMÍLIO SANTIAGO
COMPOSITORES: JORGE ARAGÃO & DONA IVONE LARA
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: SÓ DANÇO SAMBA
GRAVADORA: BISCOITO FINO
GÊNERO: SAMBA
ANO: 2009
 
       Emílio Vitalino Santiago (Rio de jANEIRO, 6 de dezembro de 1946 — Rio de Janeiro, 20 de maio de 2013) foi um cantor brasileiro. Em um congresso de otorrinos e cirurgiões de cabeça e pescoço, fonoaudiólogos comentaram que as análises técnicas da voz de Emílio Santiago mostravam que o cantor tinha a voz mais perfeita do Brasil.
          Frequentou a Faculdade Nacional de Direito, na década de 1960, inicialmente para se tornar um advogado. Ao decorrer do curso, Emílio desejou ser diplomata, pois o incomodava o fato de não existirem negros nos quadros do Itamaraty. Emílio já cantava nos bares da faculdade, em roda de amigos, apenas por diversão. No início, não queria se tornar um cantor profissional e tampouco pensava nisso. Quando as inscrições do festival de música da Faculdade foram abertas, os amigos de Emílio o inscreveram sem que ele soubesse. Emílio participou e venceu o concurso, chamando a atenção dos jurados, entre eles, Beth Carvalho. A partir daí, sua presença em festivais estudantis era frequente, ganhando todos os concursos dos quais participava.
          A música já falava mais alto na vida de Emílio, porém, concluiu o curso de Direito por insistência de seus pais. Nesta mesma década, participou de um conceituado programa de auditório, chegando às finais no programa de Flávio Cavalcanti, na extinta TV Tupi. Trabalhou como crooner da orquestra de Ed Lincoln, além de muitas apresentações em boates e casas noturnas; o cantor Emílio Santiago substituiu Tony Tornado no conjunto musical, quando este saiu para disputar o V Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro. Em 1973, lançou o primeiro compacto pela Polydor com as canções Transa de amor e Saravá Nega, que o levou a uma maior participação em rádios e programas de televisão.
          Seu primeiro LP foi lançado pela CID em 1975, com canções esquecidas de compositores consagrados como Ivan Lins, Gilberto Gil, João Donato, Jorge Ben, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Durval Ferreira, João Nogueira, Paulo César Pinheiro, Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle, dentre outros. Transferiu-se no ano seguinte para a PhilipsPolygram, permanecendo neste selo até 1984, pelo qual lançou dez álbuns, todos com pouca repercussão. Além de ganhar o concurso Rede Globo MPB Shell em 1982, com a canção Pelo Amor de Deus, foi escolhido três anos depois como melhor intérprete no Festival dos Festivais, também da Rede Globo, com a canção Elis Elis.
           Uma grande fase de sucesso do cantor iniciou-se em 1988, com o lançamento do LP Aquarela Brasileira, pela Som Livre, um projeto especial dedicado exclusivamente ao repertório de música brasileira. Inicialmente, planejava-se lançar apenas um LP, mas devido à grande repercussão e ao sucesso, foram lançados sete trabalhos da série Aquarela Brasileira. O projeto ultrapassou a marca de quatro milhões de cópias vendidas. Nesta época, gravou músicas que se tornaram sucessos como Saigon, em Aquarela Brasileira 2(1989), e Verdade Chinesa, em Aquarela Brasileira 3(1990). Lançou também outros projetos como um tributo ao cantor Dick Farney (Perdido de amor, de 1995) e regravando clássicos do bolero hispânico (Dias de luna, de 1996).
         Assinou com a Sony Music em 2000. O disco que marca a estreia na nova gravadora é Bossa Nova, que trouxe muitos clássicos do gênero e também rendeu um DVD. Prosseguiu com Um sorriso nos lábios (2001), um tributo a Gonzaguinha, e outro ao compositor acriano João Donato em 2003...

Não... pra que lamentar
O que aconteceu... era de esperar
Se eu lhe dei a mão... foi por me enganar
Foi sem entender, que amor não pode ha... ver
Sem compreensão, a desunião... tende aparecer
E aí está... o que aconteceu
Você destruiu... o que era seu
Veja só...
Você entrou na minha vida
Usou e abusou, fez o que quis
E agora se desespera, dizendo que é infeliz
Não foi surpresa pra mim, você começou pelo fim
Não me comove o pranto de quem é ruim, e assim
Quem sabe essa mágoa passando
Você venha se redimir
Dos erros que tanto insistiu por prazer
Pra vingar-se de mim
Diz que é carente de amor
Então você tem que mudar
Se precisar, pode me procurar... procurar
Se precisar, pode me procurar.

SARANDONGA

COMPAY SEGUNDO
COMPOSITORES: FRANCISCO REPILADO MUÑOZ & LORENZO HIERREZUELO
PAIS: CUBA
ÁLBUM: SENTIMIENTO GUAJIRO
DISCOGRÁFICA: TUMBAO CUBAN CLASSICS
GÉNERO: CUBAN MUSIC/GUAJIRA
AÑO: 1999
 
         Máximo Francisco Repilado Muñoz (Siboney, 18 de noviembre de 1907 La Habana, 14 de julio de 2003), conocido artísticamente por el seudónimo de Compay Segundo fue un músico y compositor cubano de amplia trayectoria mundial.
          Llegó a ser un popular compositor e intérprete, muy conocido entre los amantes de la música cubana. Comenzó tocando la guitarra, el tres cubano, el clarinete y el bongó. También tocó la tumbadora.
          Fue el inventor del armónico, un híbrido de siete cuerdas entre la guitarra española y el tres cubano. Este instrumento pretende imitar el timbre del tres adicionando una cuerda octavada en la tercera cuerda (sol). Su afinación es igual a la guitarra. Primera cuerda mi, segunda si, tercera sol (cuerda doble octavada) y re, la, mi, afinados una octava por encima de la afinación propia de la guitarra.
          Comenzó su carrera musical muy joven cuando compuso sus primeras canciones y en los años treinta formó parte de diversas agrupaciones artísticas de Santiago como el Cuarteto de Trovadores Orientales y el Cuarteto Hatuey. También fue vocalista del conjunto de Miguel Matamoros.
           EN 1948, Repilado, como voz segunda y tocador de tres funda con Lorenzo Hierrezuelo el legendario dúo Los Compadres. Lorenzo, como primer vocal, se llamó Compay Primo y Repilado, como hacía la segunda voz, adoptó el sobrenombre de Compay Segundo, que le acompañaría hasta el día de su muerte. Los Compadres constituyeron todo un fenómeno de popularidad que se prolongó hasta 1955 cuando Reinaldo Hierrezuelo, hermano de Lorenzo, sustituye a Compay Segundo quien a su vez forma un nuevo grupo al que bautiza como 'Compay Segundo y sus muchachos'.
       Su fama internacional le llegó em 1997 con su participación en el disco Buena Vista Social Club, que ganó varios premios Grammy y con su aparición en la película del mismo nombre realizada por Wim Wenders. Em abril del 2002, compartió el escenario del Palacio de los Congresos de París, Francia, con el también destacado sonero Adalberto Álvarez en un concierto homenaje a la contribución sonora de Cuba en el aniversario 20 de la fundación de Radio Latina.
En los últimos años actuó ante millones de espectadores y grabó nueve discos. No pudo cumplir su sueño de llegar a la edad a la que llegó su abuela, que fue persona esclavizada y murió libre a la edad de 106 años. Falleció en La Habana debido a una insuficiencia renal con 95 años.


Sarandonga
Y nos vamos a comer
Sarandonga
Un chiricuchiri
 
Sarandonga
En el alto del puerto
Sarandonga
Un ñame con bacalao
Sarandonga
Que mañana es domingo
Oyelo cantar
Sarandonga
 
Yo no como la judia
Porque tiene cuatro dientes
Y después dice la gente
Que yo como boberías
 
Cuando yo tenía dinero
Me llamaban don tomás
Y ahora que no lo tengo
Me llaman tomás na más
 
Ay ay ay
Sarandonga
Ay ay ay
Sarandonga.