DEIXA A LUA SOSSEGADA
ALMIRANTE
AUTOR: ALBERTO RIBEIRO & BRAGUINHA
PAÍS: BRASIL
ÁLBUM: CARNAVAL - SUA HISTÓRIA, SUA GLÓRIA - VOL.19
GRAVADORA: PARLOPHON
GÊNERO: MARCHA DE CARNAVAL
ANO: 1935
Henrique
Foréis Domingues (Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 1908 — Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 1980) foi um cantor, compositor e radialista brasileiro, também
conhecido por Almirante. Seu codinome na Era de Ouro do Rádio era: "a
mais alta patente do Rádio".
Pioneiro
da música popular no país, começou sua carreira musical em 1928 no grupo amador
"Flor do Tempo" formado por alunos do Colégio Batista, do bairro da Tijuca, Rio de Janeiro. Compunham o grupo, além de
Almirante (cantor
e pandeirista)
os violonistas
Braguinha
(João de Barro) Alvinho e Henrique Brito.
Em
1929, convidados a gravar um disco na Parlophon (subsidiária da Odeon) admitem
mais um violonista,
do bairro vizinho de Vila Isabel, um jovem talento chamado Noel Rosa.
O grupo então é rebatizado para Bando de Tangarás, nome inspirado numa lenda do
litoral paranaense,
a "dança dos tangarás" qua conta a história de um grupo de passáros
(os tangarás)
que se reúne para dançar e cantar alegremente.
O
"bando" se desfez em 1933 mas Almirante continuou sua carreira como
cantor, interpretando sambas e músicas de carnaval, muitas de grande sucesso e
hoje clássicos da música popular brasileira, como "O Orvalho Vem
Caindo" (Noel Rosa/Kid Pepe), "Yes, Nós Temos Bananas" e
"Touradas em Madri" (João de Barro/Alberto
Ribeiro), entre outras.
Autor
de uma das mais famosas músicas carnavalescas, "Na Pavuna", possuía
enorme biblioteca e discoteca sobre música brasileira.
Em
1951, tornou-se o primeiro biógrafo do Poeta da Vila, ao produzir para a Rádio
Tupi do Rio de Janeiro a série de programas semanais No Tempo de Noel Rosa, com
histórias, depoimentos e interpretações de suas músicas, muitas delas inéditas.
Entre 18 de outubro de 1952 e 3 de janeiro de 1953 publicou na Revista da
Semana, em capítulos, A Vida de Noel Rosa. Em 1963, com o mesmo título da série
radiofônica, a editora Francisco Alves lançou seu livro sobre o ex-companheiro
do Bando de Tangarás. Durante todo o tempo em que se
manteve ativo, cuidou de formar o arquivo de música popular adquirido pelo Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro, em 1965. Almirante morreu
de aneurisma cerebral.
É madrugada
De longe eu vim
Deixa a lua sossegada
E olhe pra mim
É madrugada
De longe eu vim
Deixa a lua sossegada
E olhe pra mim
A lua malcriada
quando passa
Espia na vidraça
Dos quartos de dormir
Zombando dos casais
enamorados
Quase sempre
descuidados
Ela fica sempre a rir
É madrugada
De longe eu vim
Deixa a lua sossegada
E olhe pra mim
É madrugada
De longe eu vim
Deixa a lua sossegada
E olhe pra mim
Não quero mais saber
de ver a lua
Que passa pela rua
Roubando a escuridão
Prefiro ver você sem
ver a lua
Contemplando a imagem
sua
Bem juntinho ao seu
portão
É madrugada
De longe eu vim
Deixa a lua sossegada
E olhe pra mim
É madrugada
De longe eu vim
Deixa a lua sossegada
E olhe pra mim
Se não houvesse lua
eu asseguro
O mundo no escuro
Seria muito bom
Um beijo começava em
Realengo
Esquentava no
Flamengo
E acabava no Leblon
É madrugada
De longe eu vim
Deixa a lua sossegada
E olhe pra mim
É madrugada
De longe eu vim
Deixa a lua sossegada
E olhe pra mim
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